Como prevenir o HPV

O HPV é uma doença sexualmente transmissível causada pelo papilomavírus humano, sendo comum tanto em mulheres quanto em homens.

Coceira e verrugas na região genital são os principais sintomas, embora, na maioria das vezes, o HPV não apresente sinais.

Caso a doença seja diagnosticada, é importante que o tratamento seja feito pelos dois parceiros.


Transmissão
 

A relação sexual é a principal forma de transmissão. É importante destacar que a mulher infectada pode transmitir para o bebê durante o parto normal. Outra forma de contágio é o compartilhamento de objetos de higiene pessoal.

É preciso estar atento ao HPV, pois o portador ao manusear seus órgãos sexuais, pode ampliar a área de infecção, por exemplo, do pênis para o ânus.

Por isso, na presença de algum dos sintomas, procure um médico especialista.


Prevenção

A vacinação é o método mais eficiente contra o HPV.  A aplicação da vacina é recomendada, principalmente, para mulheres na faixa dos 9 aos 26 anos. A vacina, que ainda não está disponível no SUS (Sistema Único de Saúde) – apenas na rede privada –, já têm sido usada para prevenir o câncer do colo do útero.

O HPV também está relacionado com o câncer de pênis e ânus. Por isso, cuide da sua saúde! Adote o uso de preservativo na relação sexual e consulte sempre seu médico para a realização do exame de rotina.

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Novembro Azul: Prevenção contra câncer de próstata

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O câncer de próstata atinge grande parte da população masculina e, mesmo assim, ainda é um tema que enfrenta muitas barreiras. Quase 50% dos brasileiros nunca foram ao urologista e, em 2014, a projeção foi de que 12 mil morreram da doença em função da descoberta em estágio avançado.

Preocupado com a saúde do homem, o Instituto Lado a Lado pela Vida criou, em 2008, a campanha Um Toque, Um Drible, que tem o objetivo de promover uma mudança de paradigmas em relação à ida do homem ao médico para a realização de exames preventivos.

A campanha permanece ativa durante o ano todo e, em novembro de 2012, fomos pioneiros ao lançar no Brasil o Novembro Azul, que se tornou referência na missão de orientar a população masculina a cuidar melhor da saúde.

O público-alvo da campanha, que é realizada durante o ano todo e tem seu ápice no mês de novembro, são homens a partir de 40 anos de idade e grupos que participam do processo de prevenção e cuidados, como familiares e parceiros.

Para quebrar esse preconceito, o objetivo é informar a população por meio de ações interativas, além de conscientizar sobre a importância da realização dos exames periódicos relacionados ao câncer de próstata, que é o segundo mais recorrente em brasileiros, perdendo apenas para o câncer de pele.

Por isso, a campanha promove ações nas estradas, palestras em empresas e universidades, panfletagem em locais de grande circulação de pessoas, corridas de rua, blitz de saúde, ativações em estádios de futebol e ações em periferias.

Monumentos são iluminados de azul para chamar a atenção para os cuidados com a saúde masculina e, em 2014, até a Times Square mostrou apoio à campanha!

Em 2015, além da conscientização junto à população, o Novembro Azul atuará fortemente na esfera política, participando de ações no Congresso Nacional para debater sobre a dificuldade do acesso ao diagnóstico precoce da doença, o acesso ao tratamento e o direito ao tratamento multidisciplinar.

Perder urina na roupa não é normal com o envelhecimento

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Cerca de 72% dos brasileiros com bexiga hiperativa nunca procuraram tratamento por desconhecerem ser portadores desse problema de saúde, caracterizado pela sensação de urgência para urinar podendo chegar à perda involuntária de urina. Este é o resultado de pesquisa realizada no Rio Grande do Sul que constatou que cerca de 19% da população têm o problema.

“As pessoas acreditam que os sintomas de bexiga hiperativa são normais do envelhecimento e que não há tratamentos adequados”, explica o urologista Cristiano Mendes Gomes, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. “Embora seja verdade que a prevalência da bexiga hiperativa aumenta com a idade, este problema não deve ser considerado normal em nenhuma faixa etária. Além disso, a grande maioria das pessoas com o problema pode ser tratada de forma eficaz e não invasiva”, complementa.

Segundo o especialista, cerca de 30% das pessoas com idade acima de 70 anos apresentam sintomas de bexiga hiperativa, contra apenas 3 a 5% daquelas na faixa etária dos 40 anos.

De acordo com a Sociedade Internacional de Continência (ICS), a bexiga hiperativa é caracterizada pela associação de sintomas relacionados à bexiga, que podem incluir aumento do número de micções durante o dia e a noite, vontade repentina e inadiável de urinar (chamada de urgência miccional), podendo até mesmo acompanhar-se de incontinência urinária.

“O risco para o problema é aumentado em pessoas brancas e pessoas com diabetes insulinodependente. Os indivíduos com depressão têm três vezes mais chances de desenvolver bexiga hiperativa. Idade acima de 75 anos, artrite, terapia de reposição hormonal oral e aumento do IMC (índice de massa corpórea) também são fatores de risco”, afirma o urologista Ailton Fernandes, coordenador de Disfunções Miccionais do Hospital Federal do Andaraí e professor de Urologia do Hospital Universitário Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro.

O tratamento inicial da maior parte dos pacientes inclui estratégias de controle vesical, controle da ingestão de líquidos e substâncias irritantes vesicais e fisioterapia vesical e para os músculos do assoalho pélvico. Também existem medicamentos diversos com boa eficácia para o problema. Nos casos mais graves, que não respondem às alternativas de tratamento conservador, a injeção de toxina botulínica na bexiga ou o implante de um marca-passo vesical (neuromodulador sacral) podem ser boas alternativas.

Saiba mais sobre bexiga hiperativa aqui.

Como prevenir e tratar cálculo renal

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Os cálculos renais têm incidência muito alta na nossa população, principalmente em regiões de clima quente e seco, onde as pessoas transpiram e desidratam com muita facilidade, e nem sempre ingerem a quantidade de água necessária; isto torna a urina muito concentrada, o que favorece a formação de cálculos. Outros fatores que facilitam o surgimento são infecção urinária, alguns distúrbios metabólicos, como excesso de cálcio na urina, distúrbios hormonais e fatores genéticos e hereditários.

Os sintomas mais comuns são dor intensa e súbita nas costas, com irradiação para barriga e órgãos genitais, podendo estar associado a sangramento e ardência  na urina, além de náuseas e vômitos. O diagnóstico é feito através de exames de imagem como raios-X, ultrassom, mas o exame padrão ouro é a tomografia computadorizada.

Nem todo cálculo provoca dor. Os cálculos renais só provocam crise de dor quando são grandes ou migram para o canal da urina (ureter), ocasionando obstrução e dilatação no rim.

Existem varias formas de tratar o cálculo renal dependendo do seu tamanho e localização. Hoje, a tendência é utilizarmos opções de tratamento cada vez menos invasivas (sem cortes). Podemos retirar o cálculo pelo próprio canal da urina, ou através de pequenos furos de 1 cm  na pele (cirurgia por vídeo e laser).

As vantagens desses procedimentos são que o paciente tem menos dor depois da cirurgia, recupera-se  mais rápido, tem alta hospitalar  mais precoce, retorna ao trabalho em poucos dias, além de ser  melhor esteticamente

A melhor forma de prevenir-se contra a formação de cálculos renais é ingerir bastante líquido (no mínimo 2 litros por dia), praticar algum tipo de exercício físico, diminuir a ingestão de sal e proteína, aumentar o consumo de frutas cítricas como laranja e limão (elas contém citrato, substância que inibe a formação de cálculos renais).

Prevenir é o melhor remédio contra as DST’s

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Não é clichê. Previna-se. Use o preservativo. As doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) são consideradas um problema de saúde pública. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima-se que surgem por ano mais de 340 milhões de casos em indivíduos de 15 a 49 anos.

Os indivíduos que apresentam maior suscetibilidade para adquirir alguma DST são aqueles que apresentam múltiplos parceiros sexuais, usuários de drogas, baixas condições sócio-econômicas, não uso rotineiro de preservativo. Entretanto, qualquer indivíduo que apresentar contato sexual com alguém infectado, mesmo que uma única vez, está sob risco de contrair alguma doença. Deve-se ter cuidado com o uso de banheiro público e compartilhamento de roupa íntima, estas também podem ser fontes de infecção.

As principais ocorrências de DSTs nos consultórios médicos são: gonorreia, HPV, sífilis, hepatite B e C, AIDS, herpes genital, infecções por fungo, entre outras. A maioria delas apresenta um período de incubação (período que vai desde o contágio até a manifestação da doença) de 2 a 7 dias, entretanto pode levar até vários meses para se manifestar como é o caso do HPV.

O herpes se manifesta na forma de bolhas que evoluem para úlceras, associado à coceira e irritação local. O HPV surge na forma de verruga indolor na região do pênis. A gonorréia aparece na forma de corrimento ou secreção amarelada pelo canal da urina.

Na presença de qualquer sintoma ou lesão na região do pênis ou escroto, deve-se procurar um urologista para fazer o diagnóstico correto e iniciar o tratamento. Vale ressaltar que em alguns casos é necessário também tratar a parceira sexual. Entretanto, a medida mais importante é proteger-se usando preservativo em todas as relações sexuais. Hoje, já existem vacinas disponíveis para meninos e meninas a partir dos 9 anos de idade, que  previnem contra infecção do HPV. Portanto, cuide-se; a sua saúde é mais importante do que um simples prazer.

Dr. Hallison Castro, CRM 6878, é Urologista e Mestre pela Santa Casa de São Paulo, Titular da Sociedade Brasileira de Urologia e chefe da disciplina de Urologia da UERN.

Urologia em Foco: Tratamento Dietético para Pacientes com Cálculo Renal

Nesta edição do programa Urologia em Foco, vamos abordar o tratamento dietético para quem sofre de cálculo renal, conhecido como “pedra nos rins”. Conversamos com a nutricionista Kaline Melo que apresentou hábitos alimentares saudáveis para tratar a doença. Se você gostou deste programa, deixe o seu comentário ou até se tiver uma dúvida ou pergunta. Teremos o prazer em responder.