Quando elas vão ao urologista?

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Costuma-se dizer que o urologista está para o homem, como o ginecologista para a mulher. Mas não é bem assim. No caso das mulheres, o urologista deve ser acionado sempre que houver problemas no trato urinário, que inclui os rins a bexiga e a uretra. De acordo com o Hallison Castro, Mestre em Urologia pela Santa Casa de São Paulo, as mulheres são mais atingidas em casos de infecção urinária, incontinência urinária e cálculo renal. Como a informação não é bem disseminada entre elas que, em sua maioria, chega por encaminhamento de outro médico, o problema já está grave ou diagnóstico não é concluído.

Apesar disso, o urologista Hallison Castro destaca que a presença feminina no consultório é mais frequente. “O homem demora mais ir ao médico. Quase metade das mulheres tem problemas na bexiga quando entram na menopausa”, comenta. Quatro em cada cinco mulheres já sofreram ou sofrerão pelo menos um episódio de infecção urinária.A doença acontece quando bactérias do intestino chegam até a bexiga.

O canal da urina da mulher é mais curto, e isso facilita subida de bactérias para a bexiga, e é mais próxima do ânus, região bastante contaminada. A principal medida é ingerir bastante água, no mínimo 2 litros. Pode-se acrescentar a atividade física como hábito diário e a higiene íntima cuidadosa e da maneira correta. “Ao utilizar o papel higiênico, deve-se fazer o movimento no sentido de frente para trás para evitar contaminação”, destaca Hallison que acrescenta a importância da mulher urinar logo após relação sexual como atitude preventiva.

A incontinência urinária, caracterizada pela perda involuntária de urina, é uma doença que causa até um impacto social em algumas mulheres, devido ao vazamento sentem-se obrigadas a utilizar fraldas ou absorventes para conter o líquido. Ela é conhecida popularmente como bexiga baixa, e torna-se evidente quando a mulher tosse, espirra, levanta algum peso, sobe escada, e outros. Mais em comum em mulheres acima de 40 anos que tiveram pelo menos duas gestações, embora possam existir casos esporádicos entre as mais jovens.

“É preciso fazer alguns exames para detectar. O tratamento mais eficaz é a cirurgia de sling que consiste em colocar uma tela embaixo da bexiga, procedimento minimamente invasivo, que vai dar apoio e sustentação para que não haja perdas urinárias”, explica o urologista Hallison Castro. O acesso para realização da cirurgia é pela vagina, e a recuperação do pós-operatório é mais breve, pois não há necessidade de cortes.

Outra doença comum em nossa região com clima quente e seco, tratada pelo urologista para as mulheres, é o cálculo renal, “pedra nos rins”. Apesar de ser mais frequente nos homens, o caso merece uma atenção das mulheres que ingerem pouca água, uma das suas principais causas. “Para tratar, precisamos saber primeiramente, o tamanho do cálculo. Através da tomografia computadorizada, temos um diagnóstico mais assertivo e confiável. O tratamento é a cirurgia por vídeo e laser com um procedimento minimamente invasivo no paciente”, esclarece o urologista.

Desde a infância a mulher pode ter problemas no aparelho urinário. Ela pode ir direto ao urologista sempre que surgir um sinal de irregularidade nessa área, não precisa ser indicada por outro médico para isso.

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