Por que usar camisinha?

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A camisinha é o método mais eficaz para se prevenir contra muitas doenças sexualmente transmissíveis, como a aids, alguns tipos de hepatites e a sífilis, por exemplo. Além disso, evita uma gravidez não planejada. Por isso, use camisinha sempre.

Mas o preservativo não deve ser uma opção somente para quem não se infectou com o HIV. Além de evitar a transmissão de outras doenças, que podem prejudicar ainda mais o sistema imunológico, previne contra a reinfecção pelo vírus causador da aids, o que pode agravar ainda mais a saúde da pessoa.

Guardar e manusear a camisinha é muito fácil. Treine antes, assim você não erra na hora. Nas preliminares, colocar a camisinha no(a) parceiro(a) pode se tornar um momento prazeroso. Só é preciso seguir o modo correto de uso. Mas atenção: nunca use duas camisinhas ao mesmo tempo. Aí sim, ela pode se romper ou estourar.

A camisinha é impermeável
A impermeabilidade é um dos fatores que mais preocupam as pessoas. Pesquisadores dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos esticaram e ampliaram 2 mil vezes o látex do preservativo masculino (utilizando-se de microscópio eletrônico) e não foi encontrado nenhum poro. Em outro estudo, foram examinadas as 40 marcas de camisinha mais utilizadas em todo o mundo. A borracha foi ampliada 30 mil vezes (nível de ampliação que possibilita a visão do HIV) e nenhum exemplar apresentou poros.

Em 1992, cientistas usaram microesferas semelhantes ao HIV em concentração 100 vezes maior que a quantidade encontrada no sêmen. Os resultados demonstraram que, mesmo nos casos em que a resistência dos preservativos mostrou-se menor, os vazamentos foram inferiores a 0,01% do volume total. Ou seja, mesmo nas piores condições, os preservativos oferecem 10 mil vezes mais proteção contra o vírus da aids do que a sua não utilização.

Onde pegar
O preservativo masculino é distribuído gratuitamente em toda a rede pública de saúde. Caso não saiba onde retirar, ligue para o Disque Saúde (136). Também é possível pegar camisinha em algumas escolas parceiras do projeto Saúde e Prevenção nas Escolas.

Você sabia…
Que o preservativo começou a ser distribuído pelo Ministério da Saúde em 1994?

Como é feita a distribuição
A compra da maior parte de preservativos e géis lubrificantes disponíveis é feita pelo Ministério da Saúde. Aos governos estaduais e municipais cabe a compra e distribuição de, no mínimo, 10% do total de preservativos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e de 20% nas regiões Sudeste e Sul. Veja a distribuição nos estados.

Após a aquisição, os chamados insumos de prevenção saem do Almoxarifado Central do Ministério da Saúde, do Almoxarifado Auxiliar de São Paulo e da Fábrica de Preservativos Natex e seguem para os almoxarifados centrais dos estados e das capitais.

Fonte: Ministério da Saúde

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Previna-se contra DSTs

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As doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) são consideradas um problema de saúde pública. Segundo a Organização Mundial de Saúde, estima-se que surgem por ano mais de 340 milhões de casos em indivíduos de 15 a 49 anos.

Os indivíduos que apresentam maior suscetibilidade para adquirir alguma DST são aqueles que apresentam múltiplos parceiros sexuais, usuários de drogas, baixas condições sócio-econômicas, e que não usam o preservativo. Entretanto, qualquer indivíduo que apresentar contato sexual com alguém infectado, mesmo que uma única vez está sob risco de contrair alguma doença. Deve-se ter cuidado com o uso de banheiro público e compartilhamento de roupa íntima, estas também podem ser fontes de infecção.

As principais doenças sexualmente transmissivéis são: gonorréia, HPV, sífilis, hepatite B e C, AIDS, herpes genital, infecções por fungo, entre outras. A maioria delas apresenta um período de incubação (período que vai desde o contágio até a manifestação da doença) de 2 a 7 dias, entretanto, pode levar até vários meses para se manifestar como é o caso do HPV.

O herpes se manifesta na forma de bolhas que evoluem para úlceras,  associado a coceira e irritação local. O HPV surge na forma de verruga indolor na região do pênis. A gonorréia aparece na forma de corrimento ou secreção amarelada pelo canal da urina.

Na presença de qualquer sintoma ou lesão na região do pênis ou escroto, deve-se procurar um urologista para se fazer o diagnóstico correto e iniciar o tratamento. Vale ressaltar que em alguns casos é necessário também  tratar a parceira sexual. Entretanto, a medida mais importante é proteger-se usando preservativo em todas as relações sexuais. Hoje, já existem vacinas para prevenir contra infecção do HPV. Portanto, cuide-se; a sua saúde é mais importante do que um simples prazer.