Por que fazer o exame de toque retal?

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O preconceito que ronda o temido exame de toque, essencial para a prevenção do câncer de próstata, ainda é visto com receio por grande parte dos homens. Mas será que ele é realmente um bicho de sete cabeças? De acordo com os especialistas, o teste, que deve ser realizado por homens acima de 40 anos, dura no máximo 15 segundos, é simples e praticamente indolor, além de não afetar em nada a masculinidade deles.

Em geral, o câncer de próstata demora cerca de quatro anos para se manifestar, ou seja, o organismo leva um tempão para dar sinais de que algo não vai bem. Daí a importância de fazer o exame preventivo uma vez por ano. Portanto, quanto mais cedo for identificada uma anormalidade, mais eficiente será o tratamento.

Está pensando que o exame é demorado e complicado? Pode esquecer. O exame de toque leva de 10 a 15 segundos. A única coisa que o especialista faz é introduzir o dedo na região retal (canal que liga o ânus ao reto) para verificar se existe alguma alteração na próstata.  O exame físico dá informações sobre o volume, consistência, presença de irregularidades, limites, sensibilidade e mobilidade da próstata.

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Novembro Azul alerta a população masculina

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Depois do Outubro Rosa, campanha de conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, chegou a vez do Novembro Azul. Neste mês, todas as atenções estão voltadas para a saúde do homem, com foco principal para o diagnóstico precoce do câncer de próstata.
Neste ano, a campanha tem como tema “Um toque, um drible”, e tem como objetivo incentivar os homens a se submeterem a exames preventivos.
Em Mossoró, a campanha foi lançada no último domingo, dia 3, durante o projeto Viva Rio Branco, pelo vice-prefeito de Mossoró, Wellington Filho.
Na ocasião, o vice-prefeito ressaltou a importância do exame e da necessidade de acabar com o preconceito que ainda existe.
“É importante orientar o cidadão sobre a importância deste exame e a prefeitura tem cumprido o seu papel. As unidades básicas contam com equipes que fazem este trabalho educativo, mas o preconceito ainda é grande. Por isso viemos aqui, na ginástica, local que reúne muita gente para que elas possam nos ajudar, passando adiante esta mensagem”, disse Wellington Filho.
Entre as ações da campanha em Mossoró, serão realizadas ações educativas nas 45 Unidades Básicas de Saúde (UBS), e nos sábados 9, 23 e 30, um urologista fará atendimento no Centro Clínico Vingt Rosado, também conhecido como PAM do Bom Jardim.
A diretora executiva da Atenção Básica do município, Danísia Freitas, afirma que diferente do Outubro Rosa, quando os postos de saúde funcionaram com horário estendido, a Campanha Novembro Azul promoverá visitas de equipes de saúde das UBS, aos canteiros de obras da cidade, para falar sobre a saúde do homem, conscientizar sobre a importância da prevenção.
“Esse é o grande diferencial da Campanha e as empresas de construção civil que tiverem interesse de receber a visita em seus canteiros de obra, podem entrar em contato com o Sindicato da Construção Civil (Sinduscon) e solicitar as ações”, explica.

Câncer de Próstata
Segundo câncer mais frequente no homem, perdendo apenas para o câncer de pele, o câncer de próstata é também o segundo câncer que mais mata, perdendo apenas para o câncer de pulmão.
Segundo Hallison Castro, urologista pela Santa Casa de São Paulo e Titular da Sociedade Brasileira de Urologia, estimativas revelam que a incidência deste câncer vem aumentando a cada ano, daí a importância de se realizar periodicamente o exame da próstata, para que o câncer seja detectado numa fase inicial, com grandes chances de cura.
No último ano, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de próstata atingiu cerca de 60 mil brasileiros e somente na região Nordeste houve um registro de 11.550 novos casos. Nesse período, a doença foi responsável pela causa morte de aproximadamente 13 mil homens no país.
O instituto considera câncer de próstata uma doença da terceira idade, porque cerca de três quartos dos casos no mundo surgem a partir dos 65 anos.
“Os principais fatores que aumentam a chance de aparecimento de um câncer da próstata são presença de algum parente de primeiro grau (pai ou irmão) com câncer de próstata, sedentarismo, dieta rica em gordura animal e dieta pobre em vitamina E”, explica o urologista.

Diagnóstico e tratamento
O câncer da próstata é um tumor silencioso que cresce lentamente, na grande maioria dos casos não provoca nenhum sintoma. Entretanto, em casos avançados ou com metástase, podem surgir sangramento na urina, dor nos ossos, perda de peso, falta de apetite, dificuldade para urinar.
O oncologista do Hapvida, João Neiva, afirma que as estatísticas comprovam que pessoas obesas e negras, que têm casos de câncer de próstata na família, têm mais riscos de desenvolver a doença.
“Por isso, é necessário prevenir, mantendo hábitos de vida saudáveis, evitando obesidade e tabagismo”, comenta.
O câncer pode ser descoberto inicialmente no exame clínico, um toque retal, exame que enfrenta a resistência de muitos homens, combinado com o resultado de um exame de sangue específico chamado PSA.
“Trata-se de uma doença curável. No entanto, quanto mais cedo o diagnóstico, maior a chance de cura”, explica Neiva.
Segundo o oncologista, na fase inicial, o câncer de próstata não costuma apresentar sintomas. Quando surgem são parecidos com os do crescimento benigno da próstata: dificuldade de urinar e necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite. Na fase avançada, a doença pode provocar dor nos ossos, problemas para urinar e, quando mais grave, infecção generalizada ou insuficiência renal.
O tratamento vai depender do estágio da doença, e pode ser feito com cirurgia em que remove-se completamente a próstata contendo o tumor, ou através de radioterapia em alguns casos. A quimioterapia só é usada em casos muito avançados com metástase.
“Infelizmente, ainda existe preconceito e tabu entre alguns homens em realizar o toque retal. Um exame simples, rápido, indolor, feito no próprio consultório do urologista, que pode diagnosticar um câncer numa fase inicial”, lamenta o urologista.
Sempre alerta
O mecânico aposentado Olímpio Dantas, de 73 anos, hoje não deixa de se cuidar. Ele afirma que nunca gostou de ir ao médico, mas que passou a se cuidar depois que teve um problema de saúde e ficou com medo.
“Eu sempre ouvia falar da importância dos exames, mas nunca parava para ir ao médico, achava que não ia acontecer comigo. Até que um dia, pouco depois dos 60 anos, eu senti umas dores e dificuldade para urinar. Fiquei bastante nervoso, tive que ficar internado, estava com uma inflamação na próstata, e os médicos afirmaram que poderia ser um caso cirúrgico. Ainda bem que o problema foi resolvido com os remédios”, conta.
Depois do susto, Olímpio Dantas não se descuidou mais, diz que está sempre alerta, deixou o preconceito de lado e resolveu fazer todos os exames.
“Faço exames anualmente, estou sempre atento a qualquer sinal de problema, agora minha saúde está em primeiro lugar”, ressalta.

Fonte: De Fato

Campanha alerta sobre os riscos do câncer de próstata

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Com a chegada do penúltimo mês do ano tem início o “Novembro Azul”, campanha que visa conscientizar os homens a partir dos 40 anos de idade a realizarem os exames de rastreamento do câncer de próstata, que, se descoberto em sua fase inicial tem 90% de chances de cura, como informa o urologista Hallison Castro.

De acordo com o urologista, o câncer de próstata é o tipo de câncer mais comum entre os homens. Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), 60 mil novos casos da doença devem ser descobertos no país, 740 deles no Rio Grande do Norte.

Ele explica que os exames de rastreamento da doença são o PSA, que é o exame de sangue, e o exame de toque retal. É importante que os homens se submetam aos dois exames, pois, segundo o médico, 20% dos casos da doença não expressam alteração no PSA. A partir dos 40 anos, os exames devem ser repetidos anualmente até os 80 anos de idade. Os homens com histórico familiar de câncer de próstata devem repetir o exame a cada seis meses.

O procedimento é rápido, seguro e indolor. Apesar disso, muitos homens ainda têm receio de realizá-lo. Porém, de acordo com Hallison Castro, as campanhas e o destaque dado pela mídia à questão vêm surtindo efeito modificando a situação e hoje há homens que chegam ao consultório e, antes mesmo que o médico recomende, pede para realizar o exame. O urologista observa que, em comparação com dez anos hoje o público masculino demonstra mais preocupação com a própria saúde.

Quando o resultado do PSA ou do toque retal apresentam alteração, o paciente deve fazer o exame de confirmação da doença, que é a biópsia da próstata.

De acordo com Hallison Castro, na atualidade, a maioria dos casos é detectada em fase inicial, quando as chances de cura chegam a até 90%. Mas, infelizmente, ainda há casos em que o paciente chega com a doença em estágio avançado. Nesses casos, o principal risco é de metástase para os ossos.

Para evitar que a situação chegue a esse ponto, o médico ressalta a importância do exame e informa que na maioria dos casos de câncer o paciente não apresenta sintomas. “O tumor é silencioso”, esclarece.

Os fatores de risco para o desenvolvimento da doença são: histórico familiar, principalmente em pai ou irmão, que são parentes de primeiro grau, tabagismo, dieta rica em gordura animal, carne vermelha, embutidos e enlatados, e raça negra. Hallison Castro comenta que a Medicina ainda não sabe o porquê, mas os tumores são 1,5 vezes mais frequentes em homens negros.

Já entre os fatores que diminuem o risco da doença, ele destaca: a prática de atividades físicas regulares e uma dieta rica em vegetais, principalmente em alimentos que contenham licopeno, como o tomate, e uma alimentação rica em ômega 3, presente em algumas espécies de peixe.

Uma vez diagnosticada a doença, existem três formas de tratamento. Segundo Hallison Castro, o principal e mais indicado é a cirurgia, que promove a retirada completa da próstata com o tumor. A cirurgia pode ser feita pelo método convencional ou através da videolaparoscopia, uma técnica através da qual são realizados três pequenos furos de um centímetro, por onde entra uma câmera que permite a realização da cirurgia. É uma técnica mais moderna, cuja recuperação é mais rápida. Em outros casos a indicação é pela radioterapia. Outro tratamento possível é a bracterapia. A quimioterapia só é indicada para os casos avançados da doença, em que há metástase.

Um dos efeitos colaterais possíveis da cirurgia é a impotência sexual ou disfunção erétil, que acomete 50 dos pacientes submetidos ao procedimento. Porém, a maior parte desse percentual recupera a função sexual em até um ano após o tratamento.

Outro efeito colateral possível é a incontinência urinária, que se manifesta em cerca de 10% dos pacientes que passaram pela cirurgia, mas, na maioria dos casos, a situação também é revertida em até uma no após o tratamento.

Fonte: Gazeta do Oeste