Os riscos que a varicocele traz ao pai

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Muito se fala sobre a infertilidade feminina e pouco se conhece sobre as causas da infertilidade masculina.

Ao contrário da mulher, que desde cedo faz um acompanhamento médico de prevenção com o ginecologista, o homem normalmente não vai ao médico. Por essa razão, acaba não conhecendo muito bem o que acontece com o seu corpo e não detecta precocemente as doenças.

Cerca de 20% dos homens é portador de uma doença chamada Varicocele, doença genética que tem como maior característica dilatação das veias dos testículos, principalmente do lado esquerdo. A doença pode causar infertilidade e até atrofiar o testículo, deixando-o sem função.

Essa dilatação acontece por uma deficiência das válvulas das veias que têm como função não deixar o sangue drenado voltar para os testículos.

Dos homens inférteis, 45% tem como causa a varicocele, mas a infertilidade pode ser reversível se a doença for detectada cedo. A maioria dos homens que descobre a varicocele precocemente e realiza a cirurgia indicada volta a ser fértil, podendo engravidar suas mulheres por vias naturais.

Explicando a varicocele – Quando as válvulas não funcionam direito, o sangue que circula pelas veias dos testículos não é suficientemente drenado, voltando para os testículos e provocando uma pressão maior nas veias, causando dilatação das mesmas e aumento da temperatura dos testículos.

Além disso, ocorre o acúmulo de substâncias nocivas nos testículos, já que o sangue não circula normalmente. O aumento da temperatura com o acúmulo de substâncias nocivas diminuem a produção dos espermatozóides e tem como conseqüência uma dificuldade de fertilização do óvulo – a infertilidade.

“A varicocele causa lesão testicular progressiva, com possível redução do volume do testículo, e perda da qualidade do espermatozóide”, esclarece Jorge Hallak, coordenador técnico do Centro de Reprodução Humana do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Musculação em excesso – Muitos especialistas em urologia alertam sobre a musculação exagerada feita por alguns homens. Esse carregar peso em excesso para definir os músculos em menor tempo faz com que o homem carregue mais peso do que suporta, elevando os riscos da varicocele.

A manifestação da doença ocorre em sua maioria na adolescência e pode ou não ser visualizada pela própria pessoa, pois a doença é progressiva. No início, somente o médico identifica a alteração. Se a doença estiver um pouco mais avançada, o homem consegue visualizar as veias inchadas dos testículos.

A dor só aparece se a doença já estiver em um estágio mais grave. A varicocele pode deixar o testículo menor e mais mole.

Cirurgia – Se a infertilidade for constatada, uma cirurgia é realizada. É um procedimento simples que dura entre 2 ou 3 horas e não requer muito tempo de internação. Além da infertilidade, existem outros fatores que indicam a cirurgia, como adolescentes com graus avançados da doença.

A varicocele pode trazer conseqüências irreversíveis, mas se o homem começar a se interessar mais pela prevenção, os danos serão cada vez menores. Não deixe de procurar um especialista.

Dicas

A maioria dos casos de infertilidade masculina pode ser prevenida pela simples atitude do homem realizar exames periódicos.

Se o homem, principalmente em idade reprodutiva, já estiver com sintomas da varicocele, procure imediatamente um urologista.

A cirurgia da varicocele é rápida e em poucos dias o homem volta para as suas atividades normais.

Portal Guia do Bebê

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O que é priapismo?

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O priapismo é uma doença rara que faz com que o homem tenha uma ereção por mais de quatro horas. A sua ocorrência é de 1,5 casos por 100000 habitantes por ano.

A ereção é geralmente acompanhada de dor e é desencadeada com ou sem relação sexual.
Entre as possíveis causas da doença, estão o abuso de álcool ou drogas, traumas genitais e doenças inflamatórias. Na maioria dos casos, a causa é desconhecida.

Se a ereção durar por mais de 2-3 horas, procure um serviço de emergência ou um urologista.

Veja matéria sobre o assunto

 

Dr Hallison Castro qualifica tese de mestrado em São Paulo

AssessoriaO urologista Hallison Castro prioriza o conhecimento e qualificação em sua carreira médica profissional. Neste final de semana, ele qualificará sua tese de mestrado que tratará das novidades e eficácia no tratamento da incontinência urinária, em São Paulo

Em Mossoró, o urologista já realizou estes procedimentos cirúrgicos inéditos em incontinência urinária feminina. Dr Hallison Castro é urologista pela Santa Casa de São Paulo e titular da Sociedade Brasileira de Urologia. Atende em Mossoró (RN) e região oeste do Rio Grande do Norte.

Quando a mulher deve procurar um urologista?

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Esta informação, alertam os médicos, evita que o diagnóstico das principais doenças do trato urinário feminino, como a infecção urinária, seja tardio.

“No caso das mulheres, o urologista deve ser acionado sempre que houver problemas no trato urinário, que inclui os rins a bexiga e a uretra”, esclarece o professor doutor da Faculdade de Medicina do HC-USP, José Cury. “As mulheres são mais atingidas por alguns problemas urológicos, como é o caso das infecções e incontinência urinária. No entanto, esta informação não é bem disseminada entre elas que, em sua maioria, chegam ao nosso consultório por indicação de outro médico, como um clínico ou ginecologista, quando o problema já está mais grave ou o diagnóstico não é concluído”, explica o chefe do serviço de Urologia do Hospital Municipal Souza Aguiar (RJ), Walter Cavalcanti.

Para o chefe do Departamento de Urologia Feminina da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), Rogério de Fraga, as pessoas acreditam, erroneamente, que a urologia está para o homem, como o ginecologista para a mulher. “No homem, o urologista cuida dos órgãos genitais e urinários, enquanto na mulher apenas o urinário. Esta confusão, algumas vezes, tarda o diagnóstico certo”, diz.

Fraga esclarece, no entanto, que urologista na saúde feminina não é uma subespecialidade. “Uma vez formado para atuar como urologista, o médico pode cuidar tanto do homem quanto da mulher e praticar a urologia feminina”, diz. “A urologia não é uma especialidade nova, a própria SBU tem mais de 80 anos”, completa o médico.

Devido a maior longevidade do brasileiro cada vez mais crescente, Fraga ainda acredita que a presença feminina no consultório do urologista seja mais frequente no futuro. “Após a chegada da fase da menopausa, quase 50% das mulheres têm problemas na bexiga”, diz ele.

Já o médico Fernando Almeida, do Setor de Urologia Feminina da Unifesp, alerta que o urologista atende as doenças do trato urinário da mulher em todas as fases da vida. “Desde a infância a mulher pode ter problemas no aparelho urinário. Ela pode ir direto ao urologista sempre que surgir um sinal de irregularidade nessa área, não precisa ser indicada por outro médico para isso.”

Portal IG

Você sabia que o pênis pode sofrer fraturas?

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Você já ouviu falar que o pênis pode sofrer “fraturas”? Se não, saiba que isso acontece, especialmente em relações sexuais nas quais o homem fica em uma posição mais passiva. Recentemente, o lutador de MMA Ray Elbe foi vítima do problema que, segundo o urologista Dr. Geraldo Faria, chefe do departamento de sexualidade humana da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia), se não tratado com urgência pode causar graves sequelas, inclusive a temida impotência sexual.

O médico ressalta que o incidente é pouco frequente e geralmente ocorre quando a mulher está por cima do homem fazendo movimentos bruscos durante a relação.

— Nessa situação, o pênis pode escapar do interior da vagina, chocando-se contra o períneo (região entre a vagina e o ânus) ou contra o osso do púbis. Como o órgão está ereto, ele tende a dobrar e os corpos cavernosos, que revestem o pênis, se rompem e causam a “fratura”.

Apesar de ser um episódio raro, o Dr. Faria acrescenta que a tentativa de desfazer a ereção com a mão, curvando o pênis para baixo, também pode machucar o pênis. Mas, independentemente da causa, o resultado da fratura é a imediata perda da ereção associada à dor e ao inchaço.

— Geralmente, o homem escuta um barulhinho, tipo “clec”, que já indica o trauma. Além disso, o pênis fica roxo e aumenta de volume. Há casos que a fratura atinge a uretra, causando sangramento e dor ao urinar.

Para evitar sequelas, o médico ressalta que o tratamento deve ser imediato. O primeiro passo é submeter o paciente a uma intervenção cirúrgica para tentar reparar totalmente o dano. Analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos também entram em cena para ajudar na recuperação do mecanismo de ereção, alívio da dor e prevenção de infecção.

— Geralmente, o quadro é reversível, mas em alguns casos o homem pode ficar impotente. Costumamos sugerir abstinência sexual de 60 dias para que o homem possa se recuperar totalmente e voltar a ter uma vida normal.

Fonte: R7.com

Dr Hallison Castro comenta sobre dificuldades de ereção nos homens

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É a incapacidade de obter ou manter uma ereção peniana suficiente para ter uma relação sexual satisfatória. Existem vários graus de impotência, desde pacientes que não alcançam uma rigidez adequada a casos de impossibilidade completa de obter ereção.

Existem várias causas de impotência, dentre elas destacamos as causas psicológicas (estresse, depressão, ansiedade), muito frequente em pacientes mais jovens. As causas orgânicas (diabetes, hipertensão, colesterol alto, tabagismo, uso de alguns medicamentos, entre outros).

Muitas vezes, a impotência sexual é o primeiro sinal de alerta de uma doença oculta silenciosa, como AVC, infarto, trombose nas pernas, portanto é necessário procurar um especialista para investigar as possíveis causas da impotência. Nestes casos, o mecanismo que leva a impotência é a obstrução das artérias por placas de gordura responsáveis por levar sangue até o pênis.  Vale ressaltar que uma causa relativamente frequente de impotência que também deve ser investigada é a diminuição dos níveis de testosterona (hormônio masculino), principalmente em homens com mais de 45 anos.

Todo paciente com impotência deve fazer vários exames para tentar descobrir a causa, e fatores de risco que possam estar relacionados a esta condição. Os principais são: colesterol, triglicérides, glicemia, dosagem do hormônio testosterona, PSA (para homens com mais de 45 anos), em alguns casos selecionados pode-se fazer ultrassonografia com doppler do pênis para avaliar a vascularização, além de verificar a pressão arterial.

Primeiro deve-se identificar, eliminar e tratar algum fator desencadeante como tabagismo, diabetes, hipertensão, uso de algumas medicações.  Se houver causa psicológica associada, o tratamento com psicoterapia de forma complementar é de grande importância. Nos casos em que o nível do hormônio testosterona está baixo, deve-se fazer a reposição hormonal através de injeção.

Há vários medicamentos que podem ser utilizados para melhorar o processo de ereção. O tempo de início de ação é em torno de 20 minutos com duração do efeito de 6 a 36 horas. Os principais efeitos colaterais são dor de cabeça, vermelhidão na face e congestão nasal. É importante lembrar que as pessoas que tomam alguns medicamentos para o coração não podem ingerir estes remédios.

Outra opção de tratamento são as injeções no pênis, com bons resultados, aplicadas antes de iniciar a relação sexual. E por último, as próteses penianas de silicone, colocadas dentro do pênis através de cirurgia, com excelentes resultados, para aqueles pacientes que não responderam a nenhum tratamento.