Dr Hallison Castro fala sobre impotência sexual

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Ejaculação Precoce ou Rápida¹

A ejaculação precoce é um problema causado pela carga de estresse e a ansiedade em que vivemos no nosso dia a dia. Isto influencia diretamente na satisfação do casal durante o sexo. De acordo com estudos, o problema afeta cerca de 26% dos homens.

Não há uma definição clara para o termo “ejaculação precoce”. A maioria dos especialistas determina como a ejaculação muito rápida, antes ou logo após a penetração.  Não é necessário muita estimulação para que aconteça na relação sexual. O homem perde o controle do momento de ejacular causando angústia e insatisfação para ele e sua parceira.

Hoje, sabe-se que a causa principal da ejaculação precoce é de origem psicológica: fruto de ansiedade, estresse excessivo, preocupação no trabalho, crises conjugais, e outros. Em alguns casos, pode ocorrer aumento da sensibilidade do pênis do homem, decorrente do excesso de pele ou inflamação, que contribui para o distúrbio na ejaculação.

O primeiro passo do tratamento começa no fator psicológico com auxílio de um psicoterapeuta. Em algumas sessões, o profissional ajudará o homem resolver os seus conflitos internos. Acompanhado da terapia, o paciente tomará uma medicação ansiolítica como a Paroxetina, Dapoxetina, Clomipramina, que devem ser ingeridos sob orientação de um especialista. Por fim, podemos utilizar um creme, gel ou spray a base de lidocaína (anestésico local) para reduzir a sensibilidade do pênis, e assim, retardar a ejaculação.

A ejaculação precoce é muito frequente em nossa população, entretanto, muitos homens ainda se sentem envergonhados e estigmatizados em procurar um urologista. Procure o especialista para resolver o problema, pois ele pode afetar sua qualidade de vida. Dispomos de várias opções de tratamento com excelentes resultados.

Há também dicas e manobras no momento da relação sexual para evitá-lo. Por exemplo, a ajuda da parceira é essencial para não se criar um peso excessivo sobre o assunto. A partir do momento que o homem ficar mais à vontade com a vida sexual, ele começa a ter mais controle sobre a sua ejaculação.

1-       Dr Hallison Castro (CRM/RN 6878) é urologista pela Santa Casa de São Paulo e titular da Sociedade Brasileira de Urologia. Trabalha há seis meses na cidade atendendo na Clínica Oitava Rosado, em Mossoró e Assu, e na CEMED, situada na cidade

Mitos e verdades sobre vasectomia¹

 

Vasectomia é chamada de cirurgia esterilizadora masculina que impede a geração de filhos. Neste procedimento, cortamos e ligamos o ducto por onde passa os espermatozoides, impedindo que estes cheguem até o útero da mulher. Muitos homens se recusam a fazê-la, pois acreditam que irá provocar distúrbios na ereção. Isso não é verdade. Ela torna-o apenas estéril e não interfere na produção dos hormônios masculinos e nem no desempenho sexual.

O procedimento cirúrgico é simples e feito com anestesia local, sem necessidade de internação. Nesta cirurgia são feitos dois pequenos cortes perto dos testículos de 1 cm. A recuperação é mais rápida. A cirurgia que a mulher faz para não ter mais filhos (ligadura ou laqueadura de trompas) demora mais tempo e exige uma complexidade maior com vários tipos de riscos. Portanto é mais fácil e menos arriscado fazer a cirurgia no homem.

Hoje já é possível realizar cirurgia para reverter a vasectomia. Fazemos uma nova ligação dos ductos que levam os espermatozóides. O processo é delicado e complexo. Através do auxílio de um microscópio, os médicos realizam os procedimentos com vários cuidados especiais. A taxa de sucesso depende do tempo que o homem ficou estéril.

Qualquer homem com mais de 25 anos e que tenha gerado pelo menos um filho pode fazer a vasectomia. É necessário pensar sobre as consequências deste tratamento. Nos Estados Unidos, 6% a 8% dos pacientes resolvem reverter em algum momento da vida, por que se separa da esposa e deseja ter um filho com a nova companheira. Recomendo conversar com a sua mulher e ter certeza da cirurgia, antes de tomar a decisão pela esterilidade.

Após a cirurgia de vasectomia, o homem deixa de ejacular ou ter orgasmo? Não. A vida sexual permanece a mesma, e em alguns casos, passa melhorar a relação do casal na cama. Ele mantém relações sem a preocupação da geração de filhos, e ela não tenha mais o medo de engravidar. O paciente apenas não poderá gerar filhos, pois o procedimento o tornou estéril. Não há nenhum prejuízo com relação a potência ou performance sexual.

1-       Dr Hallison Castro (CRM/RN 6878) é urologista pela Santa Casa de São Paulo e titular da Sociedade Brasileira de Urologia. Atende na Clínica Oitava Rosado  e na Clinica  CEMED, em Mossoró.